História do Grupo :
Foi no ano de 1916, em Sarzedo, distrito de covilhã, Portugal, que nasceu o fundador do Grupo Ribeiro, Francisco Feio Ribeiro. Em 1929, migra com seus pais para o Brasil, época em que o mundo passava por difícil crise econômica.
Logo que chegaram ao Brasil, Francisco, que só tinha 13 anos de idade, se emprega como trabalhador rural na fazenda Coqueirão, em Pirajuí, município da zona fisiográfica de Bauru, estado de São Paulo. Trabalhando com seus irmãos mais velhos, Francisco não poupava esforços para a realização do árduo trabalho. Enquanto os adultos cultivavam e faziam a colheita de café, principal atividade econômica da época, Francisco se esforçava na dura tarefa de canalizar e escorrer águas acumuladas no solo da propriedade. O garoto Francisco e o irmão Manoel, começaram então a perceber que tinham o dom necessário para evoluir. A vontade. Sem ao menos poupar os feriados e parte dos domingos , período em que os demais trabalhadores da fazenda descansavam, trabalhavam sem parar. Juntaram três contos de réis (moeda da época) e instalaram um pequeno negócio de secos e molhados em Cincinato Braga, distrito de Pirajuí, e com esforço e trabalho, não pararam de crescer. Em meados da década de 40, resolvem lançar-se em um empreendimento mais ousado.
Foram atraídos então pela oferta de terras na região de Lucélia, São Paulo, mas não deu certo. Enquanto não se decidiam, continuavam trabalhando sério em seu negócio. Em 1945, Francisco casa-se com Dolores Caparroz, união da qual, nascem Francisco Filho, Maria de Fátima, Edson e Carlos Alberto. Neste tempo, a fama da colonização do Norte do Paraná espalhava-se por todo o país.
Os dois então, vão verificar tudo de perto, e deparam-se com uma região de vastas terras desabitadas, um lugarejo que sonhava crescer em meio à intocada floresta, de chão roxo e terras muito férteis. Em poucos dias, Francisco e Manoel mudam-se com toda a família para o lugarejo chamado Maringá.
Logo na chegada, vão ao escritório da Companhia Melhoramentos, empresa colonizadora, compram uma gleba rural em Capelinha, atualmente conhecida como Nova Esperança e encomendam quatro lotes urbanos, onde logo, instalaram a Casa Ribeiro (Av. Brasil x Av. Herval), servindo então as necessidades da população que ali chegava a todo momento. Eram desbravadores, investidores, que chegavam em larga escala. A Casa Ribeiro, era uma loja completa. Lá, era vendido desde comida, roupa, sapato, tecidos, ferragens e materiais de construção, enfim, tudo o que poderia vir a ser consumido. Cincinato Braga e Pirajuí se tornam para os irmãos, apenas boas lembranças do passado.
1947. Cidadãos distintos, ao estilo europeu, Francisco e Manoel se tornam comerciantes muito admirados em Maringá. Tinham jeito próprio de tratar as pessoas, cativando multidão de amigos e vasta clientela para a Casa Ribeiro. Se esmeravam no vestir, sendo comum estarem de paletó e gravata. Inspirados em seu pai, adotavam trabalho contínuo e infatigável como norma obrigatória de vida, não se poupando sequer nos domingos e feriados. O rápido progresso da Casa Ribeiro, num território ainda não inteiramente desbravado, foi assentado em características particulares de seus fundadores: O rigor com que efetuavam seus pagamentos aos seus fornecedores, a honestidade irreprimível e lisura na qualidade de suas mercadorias. Os lucros obtidos, investem na própria cidade, comprando terrenos urbanos, acreditando na prosperidade de Maringá.
Neste tempo, os filhos de Francisco e Manoel já trabalhavam com os pais. Os lucros aumentam. Começam então a empregar dinheiro também na compra de fazendas, para o cultivo de café. Tornam-se grandes plantadores de café. Homens de visão, entendem que a venda de pneus seria um bom negócio numa região de colonização em andamento, portanto com estradas precárias, o que consumiam demasiadamente os pneus dos veículos. Começam então a revender pneus na cidade. Estava aí, sendo plantada a primeira semente da Pneumar.
Em 1965, depois de 36 anos juntos, Francisco e Manoel separam os negócios. Na divisão do patrimônio adquirido com o trabalho dos dois, a parte de pneus fica com Francisco.
Em 1972, é fundada a Pneumar, empresa especializada no ramo de pneus, hoje estruturada com revendas espalhadas por todo o Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, sendo uma das maiores redes de distribuição de pneus do país.
Anos se passaram, e credenciados pela tradição e qualidade de suas administrações em seus empreendimentos, recebem o convite da Volvo do Brasil, que acabara de se instalar no país, para representá-los na região, comercializando seus caminhões e ônibus. Surge então, em 1981, a Rivesa, que posteriormente se expande para Londrina. Diante da exemplar integração do Grupo com a marca sueca, a Volvo do Brasil entrega também ao Grupo a representação para todo o estado do Mato Grosso do Sul, criando-se então, em 1983, na capital do estado, a Rivemat. E em 1991, inaugurava-se a primeira filial da Rivemat, em Dourados.
Em 1991, foi criada uma empresa para a administração dos bens agropecuários e imobiliários do Grupo. A Ribemar, que hoje conta com fazendas e bens imóveis no centro de Maringá, é prova de que o Grupo, mesmo depois de tanto tempo, ainda honra suas origens rurais.
Em 1992, Francisco Feio Ribeiro recebe o título de "cidadão benemérito de Maringá", como uma homenagem a sua condição de um dos ilustres membros da comunidade local, com enaltecimento de sua conduta, postura firme de trabalho por Maringá e atitudes coerentes de um grande empreendedor.
Dentre as inúmeras homenagens feitas a sua pessoa, uma é de enaltecedor orgulho para todos os que o conheceram. O nome do Parque de Exposições da Cidade de Maringá, que a partir de maio de 1996 passou a ter seu nome: Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro.
Francisco Feio Ribeiro se foi em 26 de Agosto de 1995, mas nos deixou uma nobre lição. A de que o homem tem que lutar. É na ação construtiva, é pela luta que o homem encontra satisfação para as suas necessidades e grandes esperanças. Ribeiro nos provou que, quando um homem dedica a um grande empreendimento, todas as suas energias, encontra a verdadeira realidade da sua missão na vida. Que o esforço persistente, a ação construtiva, o anseio de superação, oferecem lições nobres. Que não existe sorte ou acaso. Que o destino do homem está em suas mãos. Que só triunfa os que querem e acreditam no triunfo.
Hoje, o Grupo segue os caminhos deixados por Francisco, com seus filhos e netos, que nunca se esquecerão do que Sr. Ribeiro sempre dizia: "É Preciso Acreditar."